A Base Aérea de Santa Maria (Basm) coordena, desde o dia 20 de março até o dia 04 de abril, o Exercício Operacional de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (Exop IVR), cujo objetivo é preparar as equipes dos esquadrões aéreos que cumprem missões de reconhecimento aeroespacial, controle aéreo avançado, interferência eletrônica e ataque.
O treinamento envolve cerca de 160 militares, e diversas aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB), entre elas: o AMX A-1, o R-99 (EMB-145), o P-3AM, o P-95BM e as Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARP) RQ-450 e RQ-900. A iniciativa também contou com os sistemas de defesa antiaérea com mísseis IGLA-S, da FAB, e blindados M-113 e Gepard, do Exército Brasileiro (EB).
Ao todo, 10 Unidades participam do Exercício, que envolve Esquadrões das Aviações de Caça, Reconhecimento e Patrulha, o Quarto Esquadrão do Primeiro Grupo De Comunicações E Controle (4º/1º GCC), da Basm, Primeiro Grupo de Defesa Antiaérea (1º GDAEE), de Canoas, e o Terceiro Grupo de Defesa Antiaérea, de Anápolis (SP). O Exército Brasileiro participa do treinamento com meios do 29º Batalhão de Infantaria Blindado (29º BIB) e da 6ª Bateria de Artilharia Antiaérea Autopropulsada (6º Bia AAAe Ap), ambos de Santa Maria.
– O Exercício Operacional IVR 2023 destaca-se por ser um dos mais importantes do Comando de Preparo (COMPREP), devido ao foco em capacitações e adestramentos relativamente novos na FAB que precisam ser desenvolvidos. O desafio de explorarmos os limites dos sensores que equipam nossas aeronaves depende do conhecimento e experiência dos nossos tripulantes e analistas, mas também dos cenários que oferecemos durante o EXOP IVR. Este Exercício é a melhor oportunidade para aprimorarmos e sedimentarmos táticas, técnicas e procedimentos essenciais para garantir a eficiência no cumprimento das ações de inteligência, vigilância e reconhecimento – explica o Comandante da Basm e diretor do exercício, coronel aviador Luciano Antonio Marchiorato Dobignies.
Para viabilizar o controle e as comunicações durante o exercício, bem como propiciar emissões de sinais, o treinamento conta, ainda, com o apoio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), por meio do Quarto Esquadrão do Primeiro Grupo de Comunicações e Controle (4º/1° GCC) — Esquadrão Mangrulho, que possibilita o Comando e Controle em regiões remotas.
– Outro aspecto importante deste exercício são os relatórios: Relatórios de Missão de Reconhecimento (REMIR) e de Vigilância (REVIG), que são também aprimorados ao final das análises de imagens, no intuito de tornar mais objetiva a relação entre o que se treina e o produto que se espera em missões de emprego – acrescentou o coronel Marchiorato.
Conforme a FAB, o exercício permitirá conhecer de forma mais profunda as capacidades dos sensores e analistas e, consequentemente, subsidiar a disseminação da doutrina e a programação de equipamentos de Guerra Eletrônica embarcados.